domingo, 24 de março de 2013

Relato de experiencia vivida I


Eu estou doente. Creio que por causa do cansaço físico por conta dos quinze dias de trabalho na cozinha da paróquia, isto é normal. Este cansaço é muito prazeroso e agradável. Mas, o cansaço psicológico, oriundo das coisas que passei por lá muito me machucaram e deixaram um resquício de dores e doenças...
Não é à toa que se abandona a nossa casa por duas semanas. Eu abandonei a minha por um trabalho que sinto que é muito gratificante sob muitos e diferentes aspectos: aprendizagem, convívio com pessoas, financeiro e doação.
Esses são quatro poderosos motivos que me fazem sair da minha casa e enfrentar um trabalho de quinze dias na cozinha da paróquia. Sigo um lema que diz: devo me experimentar fazendo. Nada de viver a vida a margem. Nada de viver a vida através da tela fria de um computador. Viver mesmo de verdade. Ter experiências para poder relatar aos filhos e aos netos e se estes não quiserem ouvir escreve-se e deixa-se um legado.
Nestes quinze dias colhi muitos bons e maravilhosos frutos. Um grande aprendizado foi um deles. Aprendizado no mundo da arte culinária e aprendizado no campo humano também.
Eu sou mãe de um dos integrantes da Diretoria da paróquia. Quero dizer que estou na cozinha porque quero, pois lá é a “minha praia”. Faço jus a minha formação. Sou bacharel em Turismo. A Gastronomia é uma ramificação do Turismo. Além disso, possuo um curso de Higiene e Vigilância Sanitária dos Alimentos. Sou mãe e dona de casa há quase 30 anos. Gosto de lidar com a gastronomia. Nunca ninguém passou mal ao comer a minha comida. Portanto, acredito estar no lugar certo.
Eu não me sentiria a vontade em outro cargo, no momento, que não fosse a cozinha. Contudo, senti através dos olhares das pessoas um grande questionamento dentro delas: o que a mãe do Diego está fazendo aqui? A mídia fala a todo o momento de Bulling, e eu senti isso na pele.
Ano passado, eu trabalhei na mesma paróquia, na mesma cozinha. Vivia me escondendo. Não queria que algumas pessoas soubessem que eu ia cozinhar de carro. Na realidade, eu já temia algum tipo de represália. A meu ver isto podia partir das minhas próprias colegas cozinheiras. Este ano já não foi possível esconder o carro. Este ano eu fui muito mal tratada por lá. De certo modo tudo aquilo que eu temia aconteceu.
Não estou conseguindo organizar as minhas ideias para contar fatos encadeados ou pelo menos contar um único fato. O fato é que eu ainda estou muito dolorida com tudo que aconteceu.
Mas vamos lá, primeiro: ano passado o povo da comunidade não sabia que as cozinheiras eram remuneradas pela paróquia pelos seus serviços prestados. Imaginavam, talvez, que era trabalho voluntário. Decorreu-se um ano, as noticias voam, o povo do bairro descobriu que as cozinheiras eram contratadas. A partir de então, começaram a me olhar atravessado. Com aquela cara de que “ela não precisa”, alias, eu preciso sim, entretanto, eles não sabem de que forma preciso.
Tenho certeza que muitos ali queriam estar no meu lugar, só que muitas vezes querer não é poder. O serviço é muito pesado. Mas para mim é gostoso. Queria ver dondoca no meu lugar. Sempre que estou num posto de trabalho alio isso à espiritualidade. Todas às vezes, peço luz ao Divino Espírito Santo para não me abandonar e sempre estar comigo em todos os trabalhos que empreendo e na cozinha da paróquia não foi diferente.
Éramos três cozinheiras, todas três trabalhamos os quinze dias, foi um contrato que fizemos entre nós, mesmo nos dias de nossas folgas íamos para lá. Nesse momento aproveitei para me doar um pouco. Estive por lá em todas as minhas folgas exceto no dia 17 de março que tive aula de minha pós-graduação. Éramos uma equipe integrada, interessada e empenhada em realizar o nosso melhor a fim de que desse tudo certo e com sucesso.
Sei que o meu pensamento acerca de todo o trabalho era o mesmo de minhas colegas cozinheiras: Lourdes e Márcia. Digo isso, porque as meninas não possuem a formação que eu tenho, porém, nosso modo de proceder é o mesmo, elas são excelentes profissionais. Comungamos dos mesmos pensamentos no que diz respeito à segurança, higiene e preparo dos alimentos, por isso somos uma equipe integrada.
Como nada é perfeito e o povo da oposição queria nos desestruturar começaram a nos chamar atenção por isto ou aquilo: um dia era mingau salgado, outro dia era mingau ralo, outro dia não sabiam usar o recheau, outro dia me procuraram para perguntar se eu ainda ia fazer Fricassé de Frango durante a festividade porque simplesmente não sabiam servir, estavam com dificuldade e eu que tinha culpa porque eu inventei esse prato lá. Respondi que eu recebia ordens e se a diretoria quisesse fazer outra vez eu faria com prazer. O fricassé foi um sucesso.
Nossos patrões chegaram até a gente (Diego é um deles) e disseram para não levarmos em considerações críticas que não fossem as deles. Qualquer reclamação ou mudanças somente através deles. Não deveríamos ouvir mais ninguém. E nem dar satisfações a ninguém.
Chegou um momento que todos estavam muito cansados, isto era a olhos vistos, a gente na cozinha, os coordenadores, as pessoas da comunidade que faziam seus trabalhos doados, os ânimos também eram os melhores... O estresse era visível em todos. E assim, numa bela tarde a boquinha da noite uma moça que costuma a ajudar a comunidade, amiga íntima do Diego, entrou na cozinha fazendo reclamação de uma torta de atum que fora servida no dia anterior.
Poxa, toda a minha educação, toda a minha ética, foi por águas a baixo. Não, não fiz nenhuma grossura, muito pelo contrário, contrariei uma regra que dizia que não devíamos dar satisfações para terceiros, satisfações somente para os dirigentes. A amiga do Diego é uma moça muito chegada a nossa casa gosto dela de graça, por conta disso, dei a ela a satisfação que não devia dar.
No decorrer de todo o nosso trabalho na cozinha falávamos muitas brincadeiras, relatávamos casos, falávamos de nossos problemas e angústias, desesperos e muitos outros assuntos. Sentia-me a vontade para abordar certos assuntos porque conheço a Lourdes há 30 anos e a Márcia conheci ano passado por época da festividade. Acabei relatando, mesmo em tom de brincadeira algumas particularidades de minha vida.
Uma noite, já passavam das 23 horas recebi um telefonema da Márcia, que me falou de muitas coisas: espiritualidade, Oração da Serenidade, entrega de trabalhos para Deus, confesso que era um papo muito normal e saudável... Porém, lá pelo meio da conversa ela citou uma frase que ecoa em minha mente até agora, é como se eu lembrasse somente dessa frase. Ninguém tem o direito de falar assim com o outro. Eu não me vejo falando assim para ninguém, nem para um amigo intimo... Eis a frase: “amiga, tu não vive, vegeta”...
A partir de então não ouvi mais nada ao telefone. Falei alguns monossílabos, engoli em seco, mantive a porra da ética, dei uma desculpa e desliguei o telefone. Contudo, no dia seguinte estava firme e forte na cozinha para mais um dia de labuta. Não houve conversa acerca do telefonema da noite anterior, mas, confesso que trabalhei muito pesada, parecia que aquilo era para me desestruturar. Tudo correu bem naquele dia. Amém.
Fazíamos a comida para almoçarmos e também para os nossos patrões, Diego sempre estava presente e isto me enchia de alegria, pois em 2013 eu ainda não tinha tido o privilégio de almoçar com o meu filho. Entretanto, a minha alegria era contida, não sou afoita, sou muito segura de minhas emoções. Eu estava ali a trabalho. Era uma cozinheira como outra qualquer. Não deveria extrapolar e nem ter ataques de “chiliquitos” do tipo “não me toques que me desafinas”. Portanto, minha relação com Diego era normal. Não era melosa.
Num certo tempo, isto incomodou a Márcia. E num dado momento ela se sentiu no direito de dizer que eu era uma mãe muito distante de meu filho. Claro que não parou por ai. Estou procurando belas palavras para colocar a coisa de forma suave. Eu e minha ex-vizinha Lourdes ainda ponderamos que essa “Frieza” partia do próprio Diego por ele ser parecido com o pai dele.
Ainda citei o nome de minha mãe, dizendo que os meninos se parecem com ela, não são melosos. E que se dependesse de mim eu seria muito melosa sim. Mas, ela estava ferrenha com seu argumento que acredito ser mais uma vez para me desestruturar. Então, eu disse algo muito feio, do qual por vezes me arrependo, mas disse: “nenhuma mãe pode questionar o relacionamento de outra mãe com seus filhos, eu pelo menos tive quatro filhos, dei a mesma educação a todos e nenhum é bandido ou marginal”. Não precisa nem dizer que “caguei o pau”...Foi um “chá de cala boca”...
Infelizmente, com tais palavras também magoei minha ex-vizinha Lourdes. Não queria fazer isso. Está doendo até agora...
Teve outra vez que a Márcia disse que eu era “teleguiada” pela minha filha menor... Claro que temos que conversar com nossos filhos mesmo que não façamos aquilo que eles querem... A base de tudo é a família e ninguém se atreva a me colocar contra a minha.
Eu já estava esmorecida, contando os dias para que o trabalho acabasse só estava engolindo em seco em nome da ética. Comecei a prestar atenção que pelo menos nós três pensávamos igual em relação a querer bem o sucesso da festividade e imbuída desse espírito levei até o final.
Senti que apesar de tudo a mais prejudicada era eu, tudo que ocorreu somente aborreceu a mim. Entretanto, voltando para o episódio da Torta de Atum... Da amiga do Diego que veio fazer reclamações... Lembram leitores?
Eu não sei o que deu em mim. Desde o primeiro momento eu soube que errei, porém, hoje com mais clareza, acredito que errei por conta de estar envenenada pelas picuinhas de cunho pessoal que ouvi durante aquele tempo.
Simplesmente, além de dar satisfações acerca da torta de atum a uma pessoa que não era nossa superiora, ainda disse que a receita não era minha e sim da Márcia. Aos olhos vistos que essa atitude era para “tirar o meu da reta”. Não, não fiz de propósito. Aliás, essa era a verdade que não deveria ser dita. Afinal éramos uma equipe, um por todos, todos por um. Errei. Pedi desculpas. Quebrou-se um elo. Senti que nunca mais foi a mesma coisa. Volto a dizer, hoje vejo que foi o veneno engolido aos poucos que me fez agir assim...
Agradeço primeiramente a Deus a oportunidade de empreender este trabalho, agradeço o que aprendi com as minhas colegas da cozinha, pelos momentos em que rimos, comemos e trabalhamos juntas, foram quinze dias inesquecíveis tanto do ponto de vista positivo, como do ponto de vista negativo.
Este final de semana relaxei, coloquei para fora tudo o que engoli, meu corpo estava doendo moído como carne pisada, respiração ofegante e soluços reflexo de tudo aquilo que não chorei, mas senti vontade.Eram dores horríveis na altura do cóccix. Escrevi este texto porque quero lembrar eternamente, quero que algumas pessoas leiam...
Engraçado, estou feliz, fui visitar a Ruth e pela primeira vez ela ficou do meu lado rsrsr... Saí de lá mais inteira...
Um texto publicado neste blog anterior a este foi prenuncio deste e foi manuscrito num dia em que sai da cozinha e fiquei rabiscando numa das mesas lá na festividade tomando uma geladinha...













A arte da convivência.


A arte da convivência. O ser humano é complexo. Deseja ser bem tratado... Quanto a tratar o outro, o seu semelhante, deixa a desejar, deve de fato. A inveja e a maldade fazem parte do universo humano, infelizmente. Senão não seria HUMANO.  
As pessoas com baixa escolaridade desejam ser bem tratadas e respeitadas. Normal. Essa necessidade em forma de sentimento é inerente ao grau de escolaridade. Todos desejam ser respeitados e bem tratados. Isto é sentimento, basta sentir...
Por vezes pensa-se que somente os graduados com escolaridade privilegiada, portadores de conhecimento podem respeitar e tratar bem os seus semelhantes. Estes de uma maneira ou de outra foram preparados com base no respeito e na ética para divergirem, fazer suas colocações, sem levar a coisa para o lado pessoal. Tratar o outro com ética até mesmo para não manchar o seu nome enquanto profissional: o famoso engolir sapos...
Mas, pelo menos assim, todo mundo fica feliz e as coisas fluem com produtividade, assertividade e sucesso.
Engraçado, o individuo que não teve essa preparação extrapola, abusa, não tem nada a perder, fala, faz e acontece, trata mal o outro. Essa figura não possui estudos elevados, contudo, essa criatura é humana. Ela sente necessidade de ser bem tratada. Todos, independentemente, de graus de escolaridade sentem necessidade de serem respeitados e bem tratados.
Ou seja, o ser humano sente essa necessidade. É algo inerente, nato, afinal, o mundo quer ser bem tratado e por que a recíproca não é verdadeira? “Se eu trato bem é porque quero ser bem tratada, se sou bem tratada, por conseguinte, trato bem”. Lógica fácil de ser entendida, contudo, difícil de ser vivida.


terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

As pessoas escondem um segredo... E...


No decorrer de minha vivência percebo que todo mundo tem um segredo. Escondem alguma coisa. As pessoas montam uma capa. Para a sociedade apresentam uma coisa. Em outros momentos são outras. Eu não queria dizer isso assim de um modo tão direto. Analiso cada pessoa que passa por mim. Analiso minhas amizades, quase sempre ouço confissões, segredos...
Quase sempre as pessoas me procuram para falarem porque confiam muito em mim. E realmente podem continuar confiando. Não estou aqui para julgar ninguém. Às vezes elas contam seus segredos com todas as palavras. Outras vezes dão a entender, falam nas entre linhas. Por vezes nem uma coisa e nem outra, apenas gestos, caras e bocas. Palavras únicas e soltas também costumam ser ditas que acopladas a olhares e gestos dizem mais que mil palavras.
Conclusão: todo mundo esconde algo, todo mundo tem um segredo, oh mundo hipócrita. Não falo isso para parecer “santinha”, é santinha mesmo, não quero usar palavras acadêmicas, isto não é um trabalho, apenas rabiscos para passar o tempo, inquietudes da vida...
Neste belo fevereiro de 2013, estava a mesa para almoçar e surgi com isto para meu filho mais velho. Eu disse: “fiz uma descoberta!” “todo mundo tem uma vida dupla ou guarda um segredo e eu me sinto em desvantagem em relação a isso”! Não preciso nem dizer o quanto meu filho gargalhou...Fazia tempo que ele não vinha almoçar, desde o ano passado... Naquele momento em que eu dissera isso foi muito engraçado, mas na realidade é isso mesmo, me sinto em DESVANTAGEM...
Eu me incomodo muito em ser eu mesma, detesto hipocrisia, odeio mentiras, sou a favor de pequenas “mentiras brancas” que servem para serem usadas no meio profissional com respeito e ética com o intuito do bem estar geral de qualquer situação entre pessoas primando pelo bem comum. Apenas isso.
Não me inquieta os segredos que sei de algumas pessoas, não as critico, não as julgo, não as condeno. Na realidade, apenas me sinto em desvantagem em alguns parâmetros.
A meu ver me parece que carregar um segredo é muito difícil. Eu vejo na cara das pessoas, me parece que elas não olham de frente, me parece que elas andam de cabeça baixa, não encaram ninguém, se contradizem, falam coisa com coisa. Mentem e sempre estão desconfiadas achando que os demais estão mentindo a elas também. Julgam os outros pelo seu proceder.
Que mundo complicado. Mesmo me sentindo em desvantagem, penso que seja um fardo muito pesado a mentira, o segredo. É como se fosse um trabalho demasiadamente árduo e que gerasse um tremendo cansaço. Atenção: esse é meu ponto de vista se a coisa fosse comigo. Seria como carregar sacolas pesadíssimas o tempo todo. E como seria lidar com essas emoções? Gerenciar tudo isso me parecesse muito mais trabalhoso que gerenciar um negócio. Para mim não seria fácil. Sei que as pessoas não são iguais. Mas esse fardo para mim seria pesadíssimo.
De repente eu é que sou molenga demais. Não sei. A única coisa que sei é que não dou conta, não seria eu... O que não exclui de amanhã ou depois ser diferente, pois, a vida é um aprendizado... Ou pelo menos encontrar o meio termo para ser feliz e não estar em desvantagem.





quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

No dia em que meu Sansung Galaxy Y duos foi ao chão


Gostaria de relatar um fato. Confesso, “Quem diz a verdade não merece castigo”, dizem os antigos... Sou, sou mesmo muito ligada em tecnologia...


Sei que através dessa parafernália consigo exorcizar as minhas crises, os meus demônios, através do computador consegui publicar meu livro, através do celular resolvemos mil coisas e acredito que a tecnologia veio para ficar e nos ajudar a resolver nossos problemas com rapidez e exatidão.


Devemos fazer uso dela ao nosso favor, devemos querer aprender mais e mais. Não sou o tipo que goste de “aparecer” no sentido de se exibir com um celular bacana. Não é isso. Gosto das facilidades com que resolvemos determinadas transações com esses “brinquedinhos”. Gosto de fotos e faço disso um Hobby. Melhor que estar cuidando da vida alheia.


Possuir um aparelho novo representa aprender mais e mais, representa aguçar a minha curiosidade para fazer isso ou aquilo que os programas nos propõem. Significa aprender. E para mim aprendizado é palavra de ordem.


Desde a época do  Nokia 1100, 2280 ou 3310 procurava sempre estar apta a lidar com tais aparelhos. Lembro que desde essa época a minha amiga sempre dizia com um ar de reprovação que eu era ligada em tecnologia.





Pois, bem, fomos evoluindo e agora estamos na era o Iphone. Confesso que relutei ao touch screen (o famoso passar dedo)... Mas, depois que vi no Viber a possibilidade de ficar mais perto de parentes e amigos. Pow! Foi a “sopa no mel”, ou “melzinho na chupeta”...


Daí então, como a grana não dava para um Iphone, tive que me contentar com um Sansung Galaxy Y duos... Para mim ele já foi caro... Acostumei a manuseá-lo bem rápido. Apenas lamento não ter posto a capa e a película logo que ele chegou...


Quero relatar de fato o que aconteceu há sete dias. Recebi minha amiga e sua filha em minha casa. A minha filha estava eufórica para tirar fotos com a minha neta. E lá fui eu pegar o meu Sansung. A jovem ao pegar o meu “bebezinho”, logo no decorrer da primeira foto, jogou-o ao chão de uma altura de um metro e meio. Gente, eu juro que se eu fizesse isso com o celular de alguém eu morreria de vergonha, eu não saberia “onde enfiar a minha cara”... Aliás, eu fiquei com muito mais vergonha do que elas do acontecido...


A jovem apenas disse: “ainda bem que ele tem capa”.

Eu disse: “ai o meu celular novo”.

A mãe dela disse: “isso é coisa que acontece, a senhora que é ligada em tecnologia”.


Confesso que até então eu nem estava com raiva, entretanto, com este dito, engoli em seco por conta do respeito e da ética, dei uma volta ao redor da mesa da cozinha, fiz algo aqui e ali, tentando ganhar tempo. Lembrei-me de um assunto que tinha a falar com a minha filha P. e liguei a ela. Na verdade era um teste.


Tive vários Nokias, sei que eles podem cair, mas este, confesso que tive medo, mais do que medo... “Porra”, eu me imagino fazendo isso, “onde eu ia enfiar a minha cara”, o que eu ia dizer, uma desculpa (que não foi dada) é pouquíssimo para o acontecido. Não porque tenha sido no meu aparelho. Eu me coloco como se fosse eu a fazer isso com as coisas dos outros...

Felizmente está tudo bem com meu “Bebezinho”.

Pensar o que?????

Fica o questionamento...







segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

A EDUCAÇÃO: PROCESSO QUE NOS FAZ PENSAR

O tempo não para. Jamais se pode retroceder o tempo e vivenciar experiências não vividas... Algumas coisas mudaram e propiciou o acontecimento de experiências suaves que se não fossem as mudanças inexistiriam... Ainda assim certas experiências requerem que aconteçam no seu tempo certo, se é que existe tempo certo... O destino é camarada com alguns... E em certas coisas está sendo camarada comigo...
Ainda lembro-me de meu posicionamento de menina com relação a estudar e galgar uma profissão e mercado de trabalho, o estudo por si só já confere um quê de liberdade: liberdade de pensamentos, formulação de ideias, a gente aprende a pensar, a ter vida própria, através do aprendizado somos donos de nosso próprio destino, somos autores da peça de teatro chamada VIDA. Deixamos de ser fantoches ou marionetes... Como vai a educação no Brasil? Temos muitos bonecos brasileiros...? Deixemos de lado esse parâmetro, não é esse o foco deste texto, abriu-se esta laguna para acirrar o pensamento... Melhor dizendo apimentar mesmo...
Ainda era muito pequena e mesmo sem saber colocar muito bem as palavras havia uma certeza dentro de mim: queria estudar para ser livre... Livre para expor minhas ideias e opiniões, livre para viver a minha vida sem dar satisfações a uma sociedade medíocre e hipócrita... O desejo era tanto. Mas, lá no passado não aconteceu, hoje compreendo que foi por pura falta de informação e de pessoas que pudessem apoiar...
Que fato aflorou este texto? Ele fala de muitas coisas ao mesmo tempo, assuntos ligados entre si, denota a crítica e talvez um arrependimento momentâneo... Por que momentâneo? Não se dever curtir fossa por muito tempo, melhores momentos virão, sem dúvida... Contudo, quero imortalizar este momento...
Quem não viu a novela “Gabriela” em 1975, quem não se lembra da sociedade de época que a novela representava quem não se lembra dos temidos coronéis do cacau, quem não se lembra da hipocrisia daquela sociedade muito bem representada na obra do célebre e magnífico escritor Jorge Amado?
Milhões de brasileiros se lembram disso, “Gabriela” com toda a certeza foi sucesso nacional e internacional... Mas, alguém se lembra da personagem “Malvina”, naquela época muito bem encenada por Elizabeth Savala? Atualmente a Globo está com nova versão de “Gabriela”, grandes e bons atores atuando, maquiagem e vestuário condizentes com a época e até mais bonitos, mas, para quem assistiu da primeira vez ainda guarda na mente a fisionomia dos personagens que sofreram discriminação por conta da falsa moral e da hipocrisia vivida na década de 20 em Ilhéus na sociedade cacaueira.
Voltando aos personagens sofredores de Gabriela, observa-se “Lindinalva”, que depois de ficar órfão, sem dinheiro, despejada, ainda foi “desonrada” pelo noivo cafajeste...  Observa-se que faltou informação para esta pobre menina, a ingenuidade dela falou mais alto... Esta personagem, somente para informação, não estava na versão da novela em 1975, contudo, a discriminação sofrida por ela nos capítulos que já foram ao ar expressa muito bem a cara da sociedade da época...
Lembram-se da personagem “Malvina”? Ela quer completar seus estudos na cidade grande, provavelmente, em Salvador, Bahia... Ela é jovem e bonita (para mim até hoje ela tem a cara da Elizabeth Savala, mas está muito bem representada pela atriz Vanessa Giácomo). Mas, quem disse que esta jovem pode falar em estudos na casa de sua família... Ela lê muito e é muito antenada, até mesmo nas questões da moda, aliás, dentro deste patamar tudo pode na década de 20.
Todos na cidade dão as costas para Lindinalva, acreditam que ela fora a safada da história, somente Malvina, que nem a conhece consegue enxergar que o noivo da moça é que é um salafrário e cafajeste... Por que heim? A educação abre a mente das pessoas e as faz pensar...
Voltando a vida real... No inicio do texto falei que o destino tem sido camarada comigo e que as mudanças no mundo e no sistema que rege o mesmo me remeteram a algumas experiências... Algo que vivi muito recentemente: a entrada e a posterior conclusão de um curso superior, o sonho da minha vida, muitas noites indo dormir somente depois das 01h30min, infindáveis leituras, um TCC de quase 120 laudas (trabalho individual), reuniões com a equipe de trabalhos, 4 anos sem doenças, com muitas atividades diferentes, conheci muitas pessoas...Falo com muita alegria de tudo isso...
Paralelamente, a isso tudo que me aconteceu comigo, minha filha de 23 anos, que também passara no vestibular para outro curso diferente do meu, também viveu as mesmas coisas: formatura, colegas, fotos, placa de homenagem, animosidades com colegas, risos e festas... Adquirimos bagagens semelhantes... Com uma diferença: ela viveu no momento certo e tais bagagens darão respaldo para ela construir um futuro feliz para sua vida... E eu...? Eu colhi alguns frutos: ministrei um curso de Gestão de Trabalhos Turísticos em uma região praiana em meu estado, tinha 4 turmas aos sábados, 238 alunos no total, Letícia que era meu braço direito, me servia água e cafezinho, fiz grandes e boas amizades...Era comovente ver aquelas pessoas me chamando de “Professora”, passei mais de 40 anos para realizar tamanho sonho...
Mas, e agora? Vocês leitores devem estar pensando que sou uma noveleira... Negativo! Quando menina sim... Agora não há mais espaço para novelas na minha vida...
Estou jogada em uma cama há 4 com uma crise aguda de Bursite ou algo similar, só sei que a dor é infernal, é como se um prego estivesse sendo enterrado no meu braço e o reflexo se estende até o cotovelo, que piora pelo movimento...Chego a chorar de dor...Só me resta assistir TV...Mas, toda doença em mim tem um fundo psicológico...Sou muito dinâmica e ativa e quando tenho que parar por alguma enfermidade só falto pirar...As enfermidades vem exatamente para termos tempo de pensar o que está errado nas nossas vidas...
Injeções, comprimidos, gel e massagens, nada estão adiantando... Lá pelas 17h30min apliquei um emplasto de Salompas, a melhora em quase 30% foi quase que imediata... Corri para cá... Para o computador... Quero imortalizar este momento e celebrar o dia do escritor (25/07) com este texto...
Eu sei que coisas estão erradas há muito em minha vida... O que aprendi na jornada veio um pouco tarde em alguns campos... Tudo requer no momento certo... O tempo não para e não volta jamais...


TODO SER HUMANO DE LOUCO TEM UM POUCO


TODO SER HUMANO DE LOUCO TEM UM POUCO


Em primeiro lugar quero dizer que não me excluo do título do texto. Quando se é jovem vamos fazendo tudo apressadamente, tememos que não dê tempo de viver tudo àquilo que queremos.  E, por conta disso deixamos de prestar atenção em muitas coisas que poderiam ser aprendizados para nós mesmo... Nesse patamar eu fui jovem, você é jovem e sempre temos filhos, sobrinhos e parentes jovens e tudo parece se repetir como ciclo vicioso... Mas, nada ou quase nada pode ser mudado, temos que passar por essas etapas ou estágios, afinal, é a vida.
Nessa ânsia de viver apressadamente, deixamos de prestar atenção no comportamento das pessoas de mais idades, nas suas preocupações, nas suas loucuras, nas suas depressões, nas suas insensatezes... Nos seus medos, nas suas agúrias... Se ao contrário fizéssemos, nos atentássemos para tais situações quando o inusitado chegasse até a nossa porta já saberíamos lidar com o problema ou pelo menos passar por ele sem nos agredir ou agredir o nosso emocional...
Presto atenção as minhas amigas, cada uma tem um tipo de transtorno, cada uma tem uma doidice (eu também tenho as minhas)...Observo que uma morre de medo de trovão, chega a atirar para longe o celular, a outra só fala histérica ao celular, diz que o telefone a persegue, porém, não consegue se separar dele (eu tiro da área ou coloco no silencioso), outra é muito ansiosa, somente ela quer falar, não deixa nem por um momento o outro colocar uma frase no decorrer do diálogo (aliás, diálogo ou monólogo?)...Se alguém tenta fazer uma colocação pequena que seja, ela altera a voz para se fazer ouvir e fala demasiadamente rápido de modo ansioso denotando falta de equilíbrio ou controle.
Se dizem tão amigas, mas percebo uma ponta de inveja (nem gosto desta palavra) por coisas tão pequenas, por coisas tão banais...Infelizmente, não tenho a receita “de  como viver bem”, entretanto, posso assegurar que uma das melhores estratégias é “SER VOCE MESMO” sempre. Nunca mostre aquilo que você não é, cuidado, você pode perder a sua identidade, aquilo que identifica você, a sua marca registrada, não tenha inveja ou ciúme dos seus amigos, se você não é como eles ou não sabe o eles sabem é porque você é você, um ser humano único.
Eu tenho uma grande mania, faz parte das minhas doidices, afinal sou normal: também possuo anormalidades rsrsr... Gosto de estar sempre em contato com o aprendizado seja ele qual for e, portanto, ando de mãos dadas com a tecnologia, procuro manusear aparelhos celulares diferentes modernos e antigos, computadores. Fico xeretando em vários sites, fusando e procurando novos aprendizados, adoro manusear fotos em determinados programas, acredito que aprendo para mim, para meu crescimento pessoal, não estou fazendo mal a ninguém...Entretanto, já notei amigas meio que ponta comigo por conta destes avanços tecnológicos que procuro me aprimorar...
ÉGUAAAA, o ser humano é FODA... Será que sou anormal? A minha piração é outra, não tenho inveja de quem sabe mais do que eu, procuro aprender com as pessoas. Não tenho inveja de bens materiais de ninguém: se fulano ou fulana tem aquele carro ou aquele telefone ele ou ela fizeram por merecer e se eu quero tal coisa eu luto e consigo, simples assim...
Talvez os meus desejos sejam mais loucos do que dos verdadeiros loucos: ando questionando as minhas amizades....Que pessoas mal amadas, que pessoas infelizes, fizeram, aconteceram no passado...Pow!! Eu já sofri tanto e não vivo destilando veneno por ai e essas pessoas foram tão felizes, será que foram mesmo?
Ainda lembro das manchas de batom rosa choque nas roupas de meu marido, ainda lembro de quando ele “cantou” a nossa comadre, ainda lembro que cortaram a nossa energia elétrica por falta de pagamento pela mal cabeça de marido, lembro que nessa época minhas gêmeas estavam com frio, febre e garganta inflamada, também lembro que o doido do marido foi ao banco e limpou a minha conta bancária, lembro da bactéria sexualmente transmissível que pequei do dito cujo...A fruta do meu filho mais velho era comprada na hora de bater porque nunca tínhamos dinheiro por conta de um marido doido...
Todas essas e outras mais, não me deixaram invejosa, nem rancorosa, tudo bem tenho meus medos, minhas depressões, mas, uma coisa que não tenho é inveja das pessoas, procuro ser eu mesma, mesmo que esteja pagando mico... Há quem diga que sou ingênua, deixa que pensem assim, sou apenas eu mesma... E transpareço a minha essência, essa sou eu...
Eu queria ver a paz. Ainda ontem falei com alguns amigos, falei a eles uma das minhas loucuras – todos estão mais velhos e maduros – eu também estou nesse meio, mas, estou tendo certa dificuldade de me enturmar – já não sou tão jovem para me enfiar numa turma de moços, já não aguento, mas vejo que essa galera tem uma cabeça boa, eu penso parecido... E a turma dos coroas – ahhh, eu me vejo fora dessa também: eles têm um pensamento pequeno, vivem a falar mal dos outros, estão perdendo a alegria de viver, estão curtindo as suas depressões... A gente vai falar de alegria somos logo repelidos... Uau! Devo ser outra doida também, querendo uma coisa impossível...
Enquanto isso na vida real, pulo de galho em galho, fico com as pessoas até enquanto elas não me envenenam para não macular a minha essência, penso sempre o melhor para todos, sigo a minha vida sem fazer coisas que possam me agredir ou me violentar e quando posso: fico sozinha porque “melhor sozinha do que infeliz”...

 Foto: Patrícia Ventura
Texto: Augusto Cury

Foto: internet
Texto: Patrícia Ventura


Foto e texto: Patrícia Ventura

Foto: Internet
Texto: Patrícia Ventura


terça-feira, 19 de junho de 2012

PONTOS POSITIVOS E NEGATIVOS ACERCA DAS TURMAS EM SALINÓPOLIS




TURMA I (8:30 ÀS 10:30).

É uma turma muito numerosa, assídua, interessada, presta atenção à aula como bons ouvintes, embora sejam pouco participativos quanto a questionarem alguma coisa. Apresentam-se um tanto inexperientes, contudo são educados. Não questionam nada. A aula corre tranquila e eu como instrutora me sinto muito a vontade e relaxada com essa turma, acredito que a qualidade de minha aula é excelente nesse horário por ser cedo e eu estar bastante descansada. Não é difícil manter o entusiasmo nesta turma, eles sorriem bastante de algumas coisas engraçadas que falo. De nada reclamam, muito menos da temperatura do ar condicionado. Tudo, de certo modo, coopera. Parecem compreender com propriedade o assunto.

TURMA II (14:00 ÀS 16:00).
Nesta turma encontramos um público mais maduro e mais experiente, alguns já trabalham com algum serviço indireto gerado pelo turismo, como por exemplo, uma jovem senhora que é garçonete. Sinto que após o almoço tudo fica um pouco mais pesado, o calor é intenso lá fora e por conta disso toma-se mais água, a garganta fica seca. O canto onde o instrutor fica não alcança temperatura do ar condicionado, alguns alunos, que sentam no meio, na direção da central de ar, já começam a reclamar que a sala está fria demais. É um tal de pegar no controle remoto da central para alterar a temperatura que só vendo. Nesta turma encontram-se alguns alunos que gostam de falar, expor suas opiniões, contudo, de maneira tímida. São relativamente risonhos ao ouvirem uma brincadeira do instrutor. Temos uma aluna que possui curso superior em Designer. São alunos que questionam de forma leve, nada agressiva. A sede é tanta que dá vontade de tomar uns três copos de água...

TURMA III (16:00 ÀS 18:00).

É incrivelmente cansativo para o instrutor sair da segunda turma e pegar logo esta turma. O cansaço e o esgotamento só não são totalmente visíveis porque a maquiagem é bem feita rsrsr. Esta turma é a mais questionadora, fazem perguntas acerca das situações do dia a dia do GARÇOM, por exemplo. Pois tem um aluno na sala que é garçom profissional, mas, ele é bastante jovem, entretanto, me pareceu bastante profissional e competente também. Ele trabalha pela manhã, à tarde e a noite, me pareceu que gosta do faz e relatou que dorme à uma hora da manhã.
Esta turma é bastante bagaceira, sinto que tenho que utilizar toda a minha psicologia com eles. Ao mesmo tempo em que são brincalhões são também questionadores e podem, até mesmo, sem maldade querer enrolar o instrutor.
Com estes escritos estou tentando observar e analisar o perfil psicológico de cada turma. No inicio poderíamos, a primeira vista ter a impressão que esta turma é uma turma “problema”, mas, não devemos pensar assim, devemos sim contornar essas situações a favor do professor (instrutor). Eles gostam muito de falar e temos que pegar as falas deles e jogar a nossa explicação em cima. Por conta dessa interação a aula sempre se estende por mais de 20 minutos e torna-se mais longa. Dá vontade de tomar um litro de água. Eles reclamam demais da temperatura da central de ar condicionado. Por conta disso, a todo o momento tem que elevar a temperatura da sala. Como no lugar em que o professor fica não pega ar gelado, a temperatura não atinge àquele canto, o calor fica cada vez mais intenso.
 Eles são bastante interessados e chegam cedo, são acima de tudo pontuais. Eu dei a eles a MINHA receita de Alexander e eles questionaram que não era igual a que eles conheciam...

 TURMA IV (18:00 ÁS 20:00).

Esta turma é composta de muitos estudantes e de pessoas antenadas, muitos deles saem de outro curso e vão para este em que estou ministrando. No primeiro dia de minha aula caiu um enorme pé d’água e por conta disso todos foram a favor que a aula começasse às 19 horas. Era como se eles se preocupassem uns com os outros, achei legal o espírito de união. Mas isso fez com que eles cheguem sempre atrasados e a aula está sempre começando as 19. Eles são muito inteligentes, quase não fazem perguntas, sinto que eles gostam da aula corrida a fim de que acabe cedo, muitos moram longe e querem logo chegar em casa. O meu calor passa um pouco, tomo água...
Eles quase não acham graça quando eu falo alguma piadinha... Sinto que corro com a aula, explico bem, porém, rápido. Preocupo-me a todo o momento se eles estão entendendo ou não, se está rápido, se está bom... Questiono isso com eles... Eles sempre falam que está bom, o nível da turma é bom. Vi o caderno de uma aluna e ela tem a letra muito boa....Quando acaba a aula eles somem rapidinho, sempre acaba as 21 horas.